Ipojuca
Ainda para os amantes da natureza, o Parque Natural Estadual de Suape é parada obrigatória. Com uma área de 1.608ha, a reserva é formada por resquícios de Mata Atlântica e pelas águas da Represa da Utinga. Aves e répteis podem ser observados. Já as trilhas na Mata do Outeiro são ótimas para os adeptos das caminhadas. Realizadas num trecho de mata próxima a Serrambi. Com 2,5km de extensão, as trilhas são rodeadas por uma belíssima e heterogênea vegetação que vai das fruteiras até os arbustos.
Um outro roteiro, não menos interessante, é o dos engenhos. A visita às terras do Gaipó é um passeio imperdível. Esse engenho, um dos mais tradicionais de Pernambuco, ficou famoso durante a Revolução Praieira. Em 1848, foi palco de uma batalha em prol da monarquia. Hojem em perfeito estado de conservação, a Casa Grande, de 1863, mostra a opulência em que viviam os senhores de engenho. O casarão é um importante monumento de traços neoclássicos e um típico solar do século XIX.
Quem entra na Casa Grande tem a impressão de estar voltando no tempo, por causa das mobílias, louças e cristais, todos originais da época. A Capela foi cinstruida em 1853 e usada para cultos esporádicos. Nela, existem algumas imagens antigas de grande valor artístico. Ao visitar esse engenho, outros atrativos merecem atenção, como o rio Gaipó e o morro Pedra Salada, ponto mais alto da região, onde serão construídos um mirante e uma rampa para vôos de asa delta.
O Engenho Canoas também se destaca. Fundado em 1786, pertenceu ao Tenente Cel. Antônio Juvêncio Pires Falcão, líder rebelde da Vila de Nossa Senhora do Ó. É, atualmente, o único da Zona da Mata que ainda fabrica mel e rapadura.
Ipojuca esconde, por tras de cada esquina, histórias mil de um passado longínquo. Na Praça do Baobá, está fincado no chão uma testemunha dos tempos idos. É de um pé de baobá que tem aproximadamente 350 anos e mede 17m de diâmetro. Essa árvore foi trazida pelos africanos na época da escravidão. Para este povo, o Baobá é sagrado, tido como a árvore da vida, porque pode atingir a idade de mil anos ou mais. Também a chamam de árvore-mãe, pois ela dá alimento, água, roupas, material para cobrir cabanas, colam, remédios, abrigo, enfeite e até doces. A lenha não pode ser fornecida porque sua casca é muito úmida e capaz de armazenar grande quantidade de água. A lenda conta que o diabo arrancou a árvore, enfiou os ramos na terra e deixou as raízes para o ar. Assim, muitos a conhecem como árvore de cabeça para baixo.
A culinária do município é apuradíssima. À base de frutos do mar, destaca-se a fritada de caranguejo. Para os mais sofisticados, Ipojuca dispõe de um pólo gastronômico para ninguém botar defeito. Os restaurantes têm especialidades diversas que vão desde comidas tropicais exóticas até a tradicional macaxeira com charque, passando por pizzas, crepes, saladas, churrascos e, claro, peixes. Na praia, é fácil encontrar as cocadas de costumes e outras, não tão comuns, como é o caso das de abacaxi e maracujá. Do caldo de cana e do mel nem é preciso falar, mas a geléia de araçá e os licores de frutas regionais merecem atenção e degustação especial.
Todos esses atrativos já tornariam esse município do ponto de vista turísticos. Mas o melhor ainda está por vir: as praias. Com trechos em mar aberto e outros protegidos por arrecifes, elas representam o ponto alto da cidade.
Ipojuca - Parte I
Praias do Litoral de Porto de Galinhas :
Camboa | Muro Alto | Cupe | Porto de Galinhas | Maracaipe |
Pontal de Maracaipe | Enseadinha | Serrambi | Cacimbas | Toquinho
